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  • Senado pode remover forte obstáculo à construção residencial

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    Está nas mãos do Senado eliminar ações causadoras de graves danos a empreendimentos de construção residencial. Trata-se da criação de regras para os casos de distratos, ou seja, de devolução unilateral, por parte dos compradores, de imóveis em construção.

    Projeto de lei sobre o assunto foi aprovado ontem pela Câmara e agora segue para o Senado. Pelo projeto, o distrato imobiliário pode continuar a acontecer unilateralmente, mas estará sujeito a multa e a regras para devolução do dinheiro pago até então.

    Se houver aprovação do Senado, o distrato implicará multa de 25% do valor já pago, subindo para 50% se o imóvel estiver sendo construído pelo regime de afetação. Neste caso, os ativos e passivos do projeto imobiliário são separados dos da construtora. A multa pode ser dispensada se o comprador encontrar alguém interessado na respectiva unidade habitacional, o qual assumirá suas obrigações.

    O distrato acarreta um desequilíbrio do contrato de construção do condomínio. Faltará dinheiro para concluir a obra. Dependendo do número de distratantes, o empreendimento fica inviável, pois sua continuidade exigirá o aporte de recursos próprios da construtora, o que nem sempre é possível.

    O colapso de empreendimentos imobiliários sujeitos a esse problema acontece com frequência nos períodos de crise econômica e de elevação do desemprego. A construtora e o condomínio nada têm a ver com isso. Caso o projeto imobiliário se torne inviável, estarão sob risco tanto a sobrevivência da construtora – se tiver aportado seus próprios recursos – quanto o patrimônio e os sonhos dos compradores remanescentes.

    Em qualquer país sério, o distrato é punido com multas, em alguns casos com perda total do valor já pago. No Brasil, há incentivos ao distrato. Juízes costumam condenar as construtoras a devolver imediatamente os recursos do comprador, com correção monetária. Tudo indica que eles agem de boa-fé, mas isso não justifica o sério erro.

    Esse absurdo deriva da visão predominante entre juízes sobre o seu papel na sociedade. Eles afirmam que entre fazer justiça social e violar contratos, preferem dar razão aos compradores inadimplentes. Ocorre que a Constituição não concede aos juízes a atribuição de justiceiros sociais. Nenhum país sério convive com essa grave distorção.

    Essa atitude contradiz o papel do Judiciário em uma economia capitalista, qual seja o de garantir direitos de propriedade e assegurar o cumprimento de contratos. Em vez de segurança jurídica, uma de suas nobres funções, esses juízes são causadores de enormes incertezas, que tolhem a expansão dos investimentos em construção residencial.

    Espera-se que o Senado confirme a decisão da Câmara. O aumento da segurança jurídica tenderá a impulsionar a produção de residências no país, gerando emprego, renda e satisfação social.

  • CONSTRUÇÃO DE CASAS: MATERIAIS ESSENCIAIS

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    Antes de começar uma obra, é fundamental pensar nas fases básicas, se organizar e comprar os materiais necessários.

    A construção de casas passa por dezenas de fases, considerando serviços como escolha do terreno, sondagem de solo, projeto arquitetônico, compra de materiais de construção, entre outros. Até que a construção da casa esteja realmente concluída para pintura, revestimentos e uma grande limpeza no pós-obra, existe um longo caminho a ser percorrido.

    Pode-se dizer que a construção de casas passa por 4 fases muito importantes: estrutura, responsável pela sustentação e estabilidade da construção; alvenaria, conjunto de blocos, pedras e tijolos que formam paredes, muros e alicerces; cobertura, responsável pela proteção e conforto termoacústico da obra; e acabamento, fase final da obra, quando são colocados revestimentos, forros, louças, metais, e é feita a pintura.

    As fases da construção de casas:

    1. Estrutura

    A obra precisa de sustentação e estabilidade, por isso sua estrutura reúne um conjunto de elementos, que se combinam para garantir que todos os esforços produzidos pelo próprio peso da obra, seus ocupantes, ventos e outras sobrecargas sejam suportados.

    A estrutura é formada por: fundação, pilares, vigas e lajes. Sua importância é tamanha que qualquer problema em uma de suas partes pode comprometer toda a obra. Ou seja, a utilização de materiais de qualidade e a perfeita execução da construção são indispensáveis.

    1.1 Fundação

    Responsável por transmitir as cargas da construção ao solo, é projetada levando em consideração a carga que irá receber e o tipo de solo onde será construída.

    1.2 Pilares

    Chamado de pilar quando possui forma quadrada ou retangular, e de coluna quando a forma é cilíndrica. O pilar transmite as cargas das vigas e lajes às fundações.

    1.3 Vigas

    Acima dos pilares estão as vigas, em posição horizontal. Elas são responsáveis por transferir o peso da laje e de outros elementos para os pilares, estruturando a obra como um todo.

    1.4 Lajes

    Responsável por transmitir as ações de peso e pressão para as vigas, e destas para os pilares.

    Materiais para a estrutura da casa: cimento, argamassa, blocos de concreto, areia, brita, formas de madeiras, vergalhões, pregos, escoras, entre outros.

     

    1. Alvenaria

    Há dois tipos de alvenaria: convencional e estrutural.

    • A alvenaria convencional é feita com concreto armado e tem como função primordial a vedação, com a construção de paredes que vão separar os ambientes, além do fechamento de vãos entre vigas e pilares. Depois daconstrução das paredes, é preciso “rasgá- las” para embutir as instalações hidráulicas e elétricas.
    • Já alvenaria estrutural é a própria estrutura da obra, dispensando armações de ferro e aço. Ela utiliza medidas padrão dos elementos construtivos, que podem ser blocos de concreto ou tijolos, reunindo as funções de vedação e estrutura. É indicado, preferencialmente, o uso de bloco de concreto, pois ele permite a coordenação modular da construção, com as peças encaixadas de forma alternada, instalando simultaneamente os sistemas hidráulico e elétrico.

    Materiais para a alvenaria da casa: cimento, graute, areia, blocos de concreto ou tijolos, vergalhões, caixas de luz, tubos de PVC, quadro de distribuição, argamassa para chapisco, emboço e reboco, entre outros.

     

    1. Cobertura

    A terceira fase da construção de casas tem como função proteger a edificação de águas pluviais, ventos, sol e de outros agentes de deterioração, além de contribuir para o conforto termoacústico. Há diversos tipos: com pedras minerais, vidro, sapé, madeira e concreto.

    O mais utilizado na construção civil é o telhado, caracterizado por uma estrutura de apoio, normalmente metálica ou de madeira, revestida com telhas, que podem ser de fibrocimento, concreto, cerâmica, alumínio, chapa galvanizada, entre outros.

    Finalizando o telhamento, há o sistema de captação de água, composto por calhas, rufos e rincões, que conduzem as águas das chuvas para onde o projeto arquitetônico definir. Essas peças podem ser de chapa galvanizada, PVC, concreto, fibrocimento, entre outros.

    Materiais para a cobertura da casa: telhas, madeira, vigões, pregos, caixa d’água, calhas, rufos, caibros, manta térmica, entre outros.

     

    1. Acabamento

    A fase de acabamento reúne a realização de diversos serviços, entre eles: assentamento de revestimentos de pisos, paredes e forro; passagem de fiação e finalização das instalações elétricas; assentamento e colocação das louças e metais; colocação de caixilhos ou esquadrias; colocação de vidros e pintura geral, interna e externa.

    Costuma ser a fase mais cara da obra, mas há opções para todos os bolsos. Também é preciso ter um pouco de paciência, pois costuma ser a mais demorada, já que são muitos profissionais – eletricista, encanador, pintor, assentador de revestimentos – trabalhando juntos, com prazos de entrega e prioridades diferentes. Aí, com tudo pronto, é só fazer uma boa limpeza e aproveitar a nova construção.

    Materiais para o acabamento da casa: argamassa para assentar revestimentos internos e externos, os revestimentos (cerâmicos, porcelanatos, pedras decorativas, etc), pisos, azulejos, rejunte, pincéis e rolo para pintura, tinta, metais e louças sanitárias, esquadrias, janelas, portas, interruptores, mobiliário e decoração. Tenha certeza de que não citamos tudo, o acabamento parece que nunca tem fim!

     

    É importante ter uma lista com todos os materiais que serão necessários para a construção da casa – novas listas surgirão ao longo da obra – e pesquisar os preços em várias lojas, pois podem haver variações consideráveis.

  • POLUIÇÃO DE OBRA PODE CAUSAR DANOS À SAÚDE

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    Os processos realizados em obras de construção ou reformas geram partículas que contaminam o ar, tanto em locais pequenos, como em grandes empreendimentos. Em época de baixa umidade, esse tipo de problema se agrava, pois as partículas se espalham além do ambiente. Outro ponto de atenção é em obras realizadas em ambientes fechados, nas quais esse tipo de poluição fica ainda mais concentrada, comprometendo a saúde do trabalhador, das pessoas no entorno da construção e dos ocupantes do local.

    São vários os fatores que podem causar enfermidades, além de bactérias e microorganismos encontrados no ar, produtos de limpeza, fumaça, tinta, poeira, cloro, cigarro entre outros, podem deixar a saúde do ocupante do local fragilizada. Quanto mais contaminação se tem dentro de um ambiente, mais sobrecarregado fica o sistema imunológico, gerando cada vez mais doenças respiratórias como reniti, sinusite, asma etc.

    Estudos comprovam a importância direta do bem-estar dos ocupantes das edificações com relação à produtividade no trabalho ou nos estudos, o que faz com que a atenção à qualidade do ar interno das edificações seja um ponto de importante, que vai além da prevenção de doenças. Quanto antes se pensar na qualidade do ar, desde o inicio de uma obra, com a descontaminação do ambiente, até o dia a dia de um edifício, mais limpo será o local.

    Além disso, um ambiente adequado sem poluição e risco de contaminação pode gerar economia ao empreendimento. Um funcionário doente é prejuízo para a obra, gerando atraso e custo adicional em todo projeto. Sem falar nos problemas com o entorno, as partículas podem causar problemas respiratórios aos vizinhos ocasionando o embargo da obra e mais custo.

    A saúde dos ocupantes também é um ponto de atenção. Muitas obras e reformas são realizadas com a presença de moradores ou funcionários. Mesmo com o ambiente de obra supostamente isolado, a poeira carrega os microorganismos que fazem mal à saúde para os demais ambientes. No caso de prédio de uso coletivo, como em hospitais, o problema é ainda mais grave. Normalmente não se pode desativar um hospital inteiro quando apenas algum setor está em obra. As infecções causadas pelo fungo aspergillus niger, transmitido pela poeira e que atinge o sistema respiratório e pulmões, aumentam significativamente em situações de reforma.

    Atualmente, já existem no mercado soluções que buscam aliar a eficácia do tratamento do ar à sustentabilidade. São tecnologias totalmente ecológicas que funcionam de forma ativa reduzindo a poeira e outros materiais particulados que ficam em suspensão no ambiente de uma obra. A tecnologia vai até o problema promovendo a polarização e a decantação das partículas, após deixá-las mais pesadas que o ar.

    De acordo com Henrique Cury, especialista em qualidade do ar, membro atuante do Qualindoor, Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) e diretor da EcoQuest do Brasil, a contaminação em ambientes com obras e reformas são grandes geradores de agentes poluentes que fazem mal a saúde e poluem oas ambientes mais próximos. “Quando falamos em construção logo imaginamos sujeira, barulho e muita poeira. Situações que incomodam e que fazem muito mal à saúde. Ficar atento e cuidar da qualidade do ar nesses ambientes, além de melhorar o bem estar dos funcionários, ocupantes e vizinhos, evita o risco de atrasos na obra e pessoas doentes”, destaca Cury.

  • Terceirização imobiliária ganha cada vez mais espaço no Brasil

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    O termo “terceirização imobiliária” ainda não é muito comum entre as empresas brasileiras, mas, assim como o conceito que representa, deve ganhar popularidade nos próximos anos. A terceirização nada mais é do que a busca, por parte das companhias, pela locação de espaços corporativos ofertados por investidores imobiliários profissionais, seja por meio de imóveis prontos e disponíveis para ocupação ou ainda de novas construções a serem feitas sob medida para a sua operação.

    Na prática, a terceirização funciona assim: uma empresa precisa colocar uma nova fábrica ou um centro de distribuição, ou mesmo um escritório, em operação e, em vez de comprar o terreno e construir as instalações arcando com todos os custos e riscos, que não são do seu negócio principal, procura um parceiro especializado que possua empreendimentos prontos ou que possa construir áreas otimizadas para as atividades de sua empresa. Caso sua operação necessite de uma infraestrutura específica, esse parceiro consegue construir o prédio de acordo com as necessidades do negócio e alugá-lo à empresa interessada.

    Geralmente, essa operação customizada se torna uma boa alternativa porque oferece uma série de vantagens operacionais e financeiras ao locatário. Recurso imobilizado na obra, gestão de inúmeros fornecedores, burocracias para aprovação e expertise no desenvolvimento dos projetos são apenas algumas das razões que têm feito as empresas optarem pela terceirização de soluções imobiliárias (veja quadro).

    Foi o caso da John Deere, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas, que terceirizou a construção do seu Centro de Distribuição, de Treinamento e de Inovação em Campinas (SP). O centro tem cerca de 77 000 metros quadrados e está instalado no Parque Corporativo Bresco Viracopos, vizinho ao aeroporto e muito próximo às rodovias Anhanguera e Bandeirantes. O diretor de Operações de Peças da John Deere para a América do Sul, Ilson Eckert, lembra que o investidor especializado em soluções imobiliárias para o mercado corporativo, a Bresco, assumiu desde a concepção até a execução da obra. “O resultado foi uma expansão completamente integrada e operacional, sem interrupções nos serviços aos nossos concessionários e clientes”, afirma o executivo.

     Centro de Distribuição, de Treinamento e Inovação da John Deere, localizado no Parque Corporativo Bresco Viracopos

    Centro de Distribuição, de Treinamento e Inovação da John Deere, localizado no Parque Corporativo Bresco Viracopos (Bresco/Divulgação)

    De acordo com Maurício Geoffroy, diretor Comercial e de Marketing da Bresco, empresa que atua no mercado de terceirização imobiliária, referência na locação de galpões e escritórios e cuja equipe já realizou mais de 60 operações que superam 2 milhões de metros quadrados de área construída, esse mercado vem se consolidando e crescendo nos últimos anos. “E deve crescer ainda mais, pois, nesse período de retomada da economia, é uma excelente alternativa para quem precisa expandir suas operações e não deseja imobilizar grandes volumes de capital em imóveis”, comenta. O executivo aponta ainda que, com os valores de locação em baixa, essa opção fica ainda mais atrativa para as empresas.

     (ABC/Abril Branded Content)

    O que os especialistas afirmam – e as pesquisas comprovam – é que ainda há bastante espaço para crescimento dessa modalidade no mercado brasileiro. De acordo com a pesquisa Global Corporate Real Estate, realizada pela JLL Consultoria Imobiliária, há pouco mais de quatro anos, cerca de 56% das empresas na América Latina ainda administravam suas atividades imobiliárias internamente, contra uma média global de 25%.

    O estudo conclui que, apesar da recente saída do momento de retração econômica, as companhias já vêm investindo na expansão de suas atividades e isso exige um foco maior na ampliação de suas estruturas. Por isso, a recomendação para que as companhias busquem as melhores soluções com os investidores do ramo.

    Por fim, o diretor Paulo Casoni, da JLL, ressalta que é preciso cautela na escolha do parceiro investidor, mas confia no crescimento do modelo nos próximos anos.

    Antes de terceirizar, é preciso escolher parceiros investidores que:
    ● tenham flexibilidade e agilidade na hora de realizar contratos e montar estruturas;
    ● contem com equipe de especialistas que deem suporte ao desenvolvimento do projeto;
    ● desenvolvam projetos sustentáveis que respeitem o meio ambiente e as comunidades do entorno e que proporcionem bem-estar aos usuários;
    ● comprovem solidez de mercado, estrutura acionária de credibilidade e time com experiência que vislumbre qualidade dos imóveis e relações perenes.

  • Novos materiais permitem construir em menos tempo

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    Adeus tijolo: de madeira ou aço, sistemas industrializados são uma nova tendência?

    Com grandes vãos e balanços generosos, esta casa de steel frame em Campinas, SP, comprova que a tecnologia pode ser aplicada a qualquer tipo de arquitetura. (Divulgação/Divulgação)

    Obras mais rápidas, limpas e sustentáveis. Com um considerável leque de vantagens sobre as edificações de alvenaria, os sistemas construtivos steel frame e wood frame começam a impor sua presença em projetos residenciais, do alto padrão às habitações sociais.
    Steel frame

    As construtoras, os operários e os moradores não são os únicos a tirar proveito dos benefícios dos sistemas steel frame e wood frame – os arquitetos também são favorecidos.

    “Esses métodos industrializados permitem um controle muito maior do projeto, reduzindo drasticamente a margem de erro”, diz o arquiteto Fabio Muzetti, da Muzetti Arquitetura e Urbanismo, responsável pela casa da foto abaixo, de steel frame.

     

    Com grandes vãos e balanços generosos, esta casa de steel frame em Campinas, SP, comprova que a tecnologia pode ser aplicada a qualquer tipo de arquitetura. (Divulgação/Divulgação)

    “A construção de uma residência como esta, em média, leva metade do tempo de uma feita de alvenaria, com custo semelhante”, exemplifica Henrique Alfonsi, diretor da Alfonsi Steel Frame, que executou o trabalho. “Tudo começa com uma maquete 3D, feita com tecnologia BIM, que contempla todas as etapas da obra. Issoevita incompatibilidades dimensionais, responsáveis por atrasos. Essa versão tridimensional gera um manual de montagem e uma lista de materiais, o que eleva a precisão das peças e do orçamento”, completa.

    Outra vantagem, de acordo com o arquiteto Rutherford O. Ocampo, diretor-presidente da Zárya Arquitetura e Engenharia, é a facilidade de passagem e manutenção de instalações elétricas, hidrossanitárias, de gás, ar condicionado etc.

    Detalhes da estrutura

    Os painéis que compõem as paredes de steel frame são formados por perfis metálicos com diversas camadas

     

    Wood frame

    A casa abaixo foi erigida sob os preceitos da arquitetura bioclimática, integrando sustentabilidade e construção. Além de captar luz solar e água de chuva para seu abastecimento, ela foi desenhada para receber alta incidência de claridade natural, complementada, quando necessário, pela iluminação inteiramente de led.

    Esta residência sustentável em Vinhedo, SP, com 390 m², foi erguida em apenas dez meses com wood frame. (Divulgação/Divulgação)

    Seus 390 metros quadrados ficaram prontos em dez meses, levantados com wood frame pela Tecverde Engenharia. “Num processo convencional, tomaria cerca de dois anos para ser concluída”, compara o arquiteto João Paulo Generoso, da Atos Arquitetura, responsável pelo projeto.

    Semelhante ao steel frame, esse método industrializado troca os perfis de aço pelos de madeira. “O wood frame é mais ecológico e gera maior conforto térmico e acústico. Também oferece mais resistência contra incêndio, pois a madeira é isolante e resiste a altas temperaturas”, defende Pedro Moreira, diretor de engenharia e sócio da Tecverde, que contabiliza mais de 100 mil metros quadrados construídos com esse sistema no país.

    Outro diferencial relevante, segundo João Paulo, “é a maior facilidade para comprar madeira do que aço no Brasil. A mão de obra também é mais acessível para o material”. O tempo de obra, no entanto, é o mesmo. “A montagem de uma habitação social de 45 metros quadrados dura cerca de duas horas, com uma equipe de quatro ou cinco pessoas e o auxílio de um guindaste”, aponta Pedro.

    As áreas molhadas, preocupação de quem pretende investir numa residência do tipo, não correm risco de sofrer infiltrações, pois o conjunto é impermeabilizado. Além disso, qualquer projeto pode ser adaptado para o wood frame, desde que possua até quatro pavimentos. “Esse é o limite para a tecnologia disponível no Brasil”, diz Pedro.

    Detalhes da estrutura

    A racionalização das etapas dos projetos de wood frame diminui as margens de erro e aumenta o controle de qualidade, gerando menos desperdício e resíduos

     

     

    Fonte: Arquitetura & Construção

  • 7 tendências na construção civil em 2018

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    É fácil ficarmos perdidos em meio a tantas tendências na construção civil, sejam elas tecnológicas, econômicas ou de boas práticas no canteiro de obras.

    Para ajudar você a começar o ano por dentro das principais novidades, fizemos uma lista com 7 tendências na construção civil que prometem ganhar espaço no setor em 2018. Confira:

    1. Internet of Things

    tendências na construção civil - internet of things

    A Internet das Coisas (IoT) refere-se à utilização da internet para gerenciar equipamentos e objetos comuns do nosso dia a dia, como aparelhos de som, geladeiras, televisão e até lâmpadas. Com isso, todo o funcionamento desses itens para a ser inteligente, com benefícios que vão desde à economia de energia até a praticidade e conectividade com outros objetos e até pessoas.

    Na construção civil, essa interação é fundamental para que os projetos possam acontecer de maneira integrada e dinâmica. A utilização da IoT nos equipamentos de construção possibilitam a gestão inteligente de equipes e do canteiro de obras, além da execução estratégica de serviços e do aumento da segurança em campo. Como resultado, é possível encurtar prazos, prever possíveis problemas e sincronizar informações e planos do escritório em tempo real.

    2. Machine Learning

    tendências na construção civil - machine learning

    Bastante relacionado à inteligência artificial, o conceito de Machine Learning (computação cognitiva, em português) é a capacidade dos computadores pensarem (quase) como seres humanos. Os computadores já são capazes de executar milhares de atividades complexas – no entanto, o próximo passo evolutivo dessas máquinas é baseado no processamento de informações baseado de experiências anteriores.

    Na construção civil, as aplicações da computação cognitiva podem ser infinitas. A Smartvid.io, por exemplo, lançou recentemente uma plataforma que agrega dados visuais do canteiro de e os analisa de forma inteligente, gerando insights sobre segurança, qualidade, uso de equipamentos e rastreamento de progresso. Com isso, é possível realizar inspeções digitais, sem que a presença de um profissional em campo para coletar dados e fazer análises seja necessária.

    3. Connected Jobsites

    tendências na construção civil - connected jobsite

    O conceito de Connected Jobsites (canteiro de obras conectado, em português) envolve a comunicação instantânea entre equipamentos de obra, escritório e operadores. Com a tecnologia, será possível oferecer assistência aos trabalhadores de maneira remota e instantânea, agilizando o trabalho em campo e interligando todos os equipamentos e ferramentas necessárias.

    É possível monitorar tudo que acontece no local da obra, gerenciando máquinas, equipes, recebendo informações sobre materiais recebidos e até mesmo enviar modelos 3D e atualizações no projeto, que serão lidas em forma de dados pelos equipamentos. Os erros devido à comunicação ineficiente são quase eliminados.

    4. Realidade Aumentada

    tendências na construção civil - realidade aumentada

    Enquanto a realidade virtual permite que os usuários “caminhem” através dos ambientes modelados em 3D e 4D sem sair do lugar, a realidade aumentada (AR) permite que eles caminhem através de ambientes 3D reais, visualizando e coletando informações adicionais em tempo real sobre esse ambiente. Durante a elaboração de um projeto, por exemplo, é possível visualizá-lo no ambiente real e verificar aspectos como dimensão e compatibilidade.

    Já existem inúmeros aplicativos e softwares de AR desenvolvidos especificamente para a construção civil. O app MeasureKit, por exemplo, permite ao usuário interagir com objetos ou componentes de construção através da tela do smartphone, medindo e até calculando o nivelamento de superfícies.

    5. Gestão móvel de projetos

    tendências na construção civil - gestão de projetos

    A gestão móvel de projetos já não é novidade, mas promete ser presença obrigatória nas empresas de construção civil. Em uma indústria cada vez mais conectada e inteligente, é fundamental manter todas as informações dos projetos ao seu alcance, seja dentro do escritório, no canteiro de obras ou em uma reunião com fornecedores ou empreiteiros.

    A gestão móvel já é utilizada por muitas construtoras, passando pelas empresas de grande, médio e pequeno porte. Além da eliminação de papéis e outros processos demorados e engessados, o acompanhamento dos trabalhos, ela ainda resulta em economia de tempo e dinheiro, já que as pendências podem ser resolvidas mais rapidamente e o controle da execução de tarefas é muito mais efetivo.

    6. Drones

    Os drones já são utilizados em algumas empresas da construção civil. Com o passar do tempo e a chegada de novos modelos, a tendência é que o preço dos drones caia e mais empresas do setor incorporem o equipamento à sua rotina no canteiro de obras.

    Os drones são capazes de inspecionar canteiros de obras de forma extremamente rápida e eficiente – principalmente em locais de difícil acesso ou visualização. Ao todo, estima-se que os drones sejam capazes de gerar até 50% de economia aos gestores nas inspeções realizadas ao longo de uma construção.

    7. Veículos autônomos

    Sim, os veículos autônomos já são realidade e também prometem tomar conta dos canteiros de obras. Equipamentos de construção civil autônomos podem oferecer ganhos imensos de produtividade, já que são capazes de realizar ações com maior precisão, segurança e ainda dispensam a necessidade de mão-de-obra específica para operá-los.

    Um exemplo é o caminhão autônomo ATMA produzido pela Royal Truck & Equipment. O veículo traça sua rota e define a velocidade ideal a partir de dados GPS recebidos do veículo Líder, e ainda conta com um acessório de absorção de impacto na parte traseira, reduzindo danos de acidentes que ocorrem com frequência em obras de rodovias.

  • NANOTECNOLOGIA PROMETE REVOLUCIONAR AS CONSTRUÇÕES

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    Aplicada ao concreto, a nanotecnologia promete revolucionar a construção. Que o diga Jean Nouvel, arquiteto francês que a tem empregado em seus projetos, como a torre de 31 andares La Marseillaise, no sul da França. “O nanoconcreto, composto de agregados de cimento e fibras de carbono, é três vezes mais resistente do que o comum”, afirma Eduardo Oliveira, da Thinksurface, empresa que trouxe a solução ao país. O material promete diminuir o peso nas estruturas, obter formas curvas, estender a durabilidade da pigmentação (chega a 50 anos) e customizar a impressão. O arquiteto paulistano João Armentano optou pela matéria-prima no painel de folhagens no hotel Wish, em Natal. “Não tivemos perdas ao transportá-lo de São Paulo e a impressão resiste à maresia”, afirma Maira Pansonato, de sua equipe.

  • NOVO AEROPORTO DE VITÓRIA

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    A concepção do novo Aeroporto de Vitória nasce com a proposta de implantar grandes espaços de circulação com funções pré-estabelecidas para orientar o fluxo de usuários.

    O Terminal de Passageiros (TPS) aparece como protagonista de um programa que também compreende o Edifício do Corpo de Bombeiros (ECB), Torre de Controle (TWR) e Central de Utilidades (CUT), além de estacionamentos, portarias e sistema viário de acesso.

    “A grande preocupação era inovar as áreas com movimentos de passageiros, conforme as novas propostas dos grandes aeroportos internacionais, uma vez que os daqui são obsoletos e carregam deficiências na relação dos ambientes destinados a embarque, desembarque, restituição de bagagens e comércio – fundamentais para a sobrevivência de qualquer aeroporto”, relata o arquiteto Marcelo Barbosa, do escritório Bacco Arquitetos.

    Distribuição de espaços

    O projeto cria um esquema de distribuição das funções que resolve de maneira eficiente os fluxos do terminal a partir de espaços fluídos e com grande transparência. Assim, as áreas para check-ine desembarque alocam-se no térreo, enquanto os setores de embarque, atividades comerciais e salas administrativas se estabelecem no pavimento superior.

    Ao mesmo tempo, os vazios centrais, o grande pé-direito e a simplicidade formal do prédio contribuem para a fácil identificação dos ambientes.

    Marcelo explica que “nos aeroportos modernos o fluxo dos passageiros para embarque e desembarque rege a distribuição dos espaços. Todo o movimento transpassa necessariamente as áreas comerciais, que, por sua vez, são determinantes na logística, pois seu sucesso determina a sobrevivência do aeroporto”.

    Outra questão que influenciou na constituição dos espaços foi a segurança, já que o complexo é marcado por inúmeros equipamentos de monitoramento como câmeras e aparelhos de raio-x. “O agenciamento das áreas constantes do programa de um aeroporto – com estes fluxos e sistemáticas de segurança – aliado ao design contemporâneo e esteticamente agradável, definem um bom projeto”, conta.

    Elementos estruturais industrializados

    Uma estrutura mista procura o contraste entre as técnicas da leveza do aço e a maleabilidade do concreto, até mesmo para permitir flexibilidade na organização do programa e futuras intervenções sem causar interferência no conceito inicial do edifício.

    Destaca-se a cobertura, concebida em telhas metálicas curvas que evitam reflexos pontuais nas aeronaves, uma vez que foram especificadas em cores fortes para constituírem os desenhos da quinta fachada.

    O uso de peças pré-moldadas em concreto para os pilares, vigas em concreto protendido, lajes moldadas in loco e grandes treliças em aço para a cobertura complementam o conjunto principal de elementos estruturais explorado no projeto.

    “Por serem industrializados, contribuem para a agilidade da obra e reduzem custos. Quando bem trabalhados – revestidos com grandes panos de vidro e novos materiais mistos de alumínio e resinas nas fachadas – perdem o caráter de pré-moldados voltados para a indústria e adquirem outra estética, mais adequada a um equipamento de transporte de massa da qualidade de um aeroporto moderno”, ressalta.

  • Projeto enterra fios nas ruas de bairro comercial no centro de SP

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    Intervenção eliminou cerca de 30 km de cabos aéreos e 102 postes no bairro do Bom Retiro. Trabalhos nas regiões central e sul devem ser finalizados em julho

    A primeira etapa do projeto SP Sem Fio, entregue neste mês de março, enterrou cerca de 30 km de cabos aéreos de 14 vias e removeu 102 postes das calçadas do bairro do Bom Retiro, polo têxtil na região central da cidade. A Prefeitura prevê que, ao todo, sejam retirados 52 km de cabos em 2.109 postes e 117 ruas da região.

    O programa é realizado em parceria com a AES Eletropaulo e pretende tirar 65,2 km de cabos dos postes das principais vias da cidade de São Paulo. Na zona sul, onde as obras foram iniciadas em outubro de 2017, os trabalhos devem acabar em julho. Esse também é o prazo para conclusão das obras na região central – com exceção da área do Mercado Municipal, que deve ser finalizada em 2019.

  • Construções verdes geram ganhos bilionários para a saúde e clima

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    Menos consumo de energia, menos emissão de poluentes e mais saúde são os benefícios associados aos prédios sustentáveis, aponta estudo de Harvard

    São Paulo – Uma das vantagens mais conhecidas dos edifícios verdes, erguidos segundo padrões de sustentabilidade, é a economia de energia, que pode atingir até 30% em comparação com construções convencionais. Atentos a isso, pesquisadores da Universidade de Harvard resolveram calcular os ganhos para a saúde e para o meio ambiente associados ao consumo mais eficiente de energia, e o resultado é surpreendente.

    O estudo HEALTHfx examinou edifícios com certificação verde ao longo de um período de 16 anos nos Estados Unidos, China, Índia, Brasil, Alemanha e Turquia e constatou que as construções mais sustentáveis geraram US$6 bilhões em benefícios combinados para a saúde e clima, graças à redução de emissões de gases poluentes.

    Menos poluição é sinônimo de menos internações e menor impacto climático. Globalmente, os prédios verdes evitaram emissões de 33 mil toneladas de CO2, equivalentes à retirada das estradas de 7,1 milhões de carros de passageiros por um ano.

    O estudo estimou uma economia de US$ 7,5 bilhões em consumo de energia dos edifícios com certificação verde estudados. Considerando que só foram avaliados edifícios com uma única certificação (a Leed – Leadership in Energy and Environmental Design) que representa cerca de um terço do estoque de construção verde global, os benefícios totais em todo o mundo seriam ainda maiores.

    Na ponta do lápis, os pesquisadores de Harvard descobriram que, em média, por cada dólar economizado em custos de energia por edifícios verdes, outros 77 centavos foram economizados em benefícios para a saúde e clima.

    Na China e na Índia, países muito dependentes de combustíveis fósseis para geração de energia, os efeitos foram ainda mais notáveis, com aproximadamente US$10 em benefícios de saúde e clima para cada dólar economizado em energia.

    “A economia de energia de edifícios verdes vem com um enorme benefício para a saúde pública através de reduções associadas aos poluentes atmosféricos emitidos”, afirmou em comunicado o Dr. Joseph Allen, diretor do programa de edifícios saudáveis da Harvard TH Chan School of Public Health, e líder da pesquisa. “As decisões que tomamos hoje em relação aos edifícios determinarão a nossa saúde atual e futura”, completou.